sexta-feira, 26 de junho de 2009

Difícil me acostumar...

Serei direto, dessa vez, porque meu instinto natural sempre foi esse. E meu humor está favorável a isso, também, então...

Seguinte: eu sempre fui fã de um bom livro... Desde pequeno, que eu tinha minhas coleções do Monteiro Lobato, almanaques da Mônica, gibis da Disney, Literatura infantil, que logo foi substituída por infanto-juvenil, Literatura, e até o que mais gosto hoje: Romances complexos. Chamo-os assim, porque Romance qualquer um pode escrever. Porém, para que haja qualidade em um bom romance, deve haver certos traços que não são meramente românticos: trama, suspense, comédia... Romances, no geral, são escritos puramente na relação entre dois personagens, que nem sempre são humanos, ou de mesma espécie... Pois bem. Isso foge ao que vim dizer!

O que quero mesmo dizer, é que não me adapto bem na frente de computadores. Eles são legais, têm informação pra caralho e tudo o mais... Mas, sejamos francos: não são livros!

Minhas poesias são todas manuscritas. Não digitei nenhuma delas. Tentei, mas não consegui, por n motivos...

Sei que muita informação, e até mesmo comunicação, só se consegue, ou se consegue de maneira muito mais rápida, através da internet. E algumas vezes eu entro no MSN, tenho Orkut próprio, consulto o Google, para pesquisas mais detalhadas... Mas não substitui o livro!

E, quando eu assumi essa segunda identidade, baseada na pessoa que eu gostaria de ser, e com a liberdade para falar o que precisasse sem que ninguém me reconhecesse (parece coisa de super-herói), Pensei que talvez eu me desse melhor com essa máquina. Falhei, nisso. De verdade. Sempre que penso nesse blog, por exemplo, me dá uma da um peso na consciência por não ter nada o que dizer, por aqui... E quando penso no que dizer, me dá desânimo e eu não digo nada!

Bem, vamos deixar pra lá. Afinal, eu estou aqui, hoje... Já é alguma melhora.

Caso essa merda toda de “Amigo Secreto”, “Anônimo” e outros codinomes não dê muito certo, eu sempre posso fingir que nunca aconteceu! Apago tudo, ou simplesmente deixo pra lá...

Vamos ver se pelo menos uma vez por semana eu volto para dizer algo!

AMV

domingo, 21 de junho de 2009

Pessoas precisam de conselhos

Mas por que será? Eu não sei porque as pessoas precisam ouvir aquilo que elas já sabem de cor e salteado. E o mais inacreditável é que nenhum conselheiro segue os próprios conselhos... Isso chega a ser patético!

Eu fico imaginando isso com super-heróis... Vamos ver: O Homem Aranha, quando está conversando com suas amigas gárgulas, sempre diz as coisas que precisa ouvir... E geralmente dá certo... Mas algumas vezes, mesmo tendo “tomado essas decisões”, algo acontece no último minuto e ele dá pra trás... Como ser humano, ele nem parece obra da ficção..

Mas quero ver quem discorda de que isso é muito patético... Falemos sério... Ontem eu conversei via Google Talk com um novo amigo... Não quero expô-lo, e nem o caso eu contarei... Mas como é difícil lidar com ele... Quero dizer, ele disse de cor todos os conselhos que eu daria a ele... E mesmo assim, não segue nenhum deles! Como pode?!

Que será de um matemático que não faz contas? Que será de uma ginasta que não move o corpo? Oras! Como pode querer se livrar dos problemas, se sabe todas as fórmulas e não as usa?

Sinceramente... Ninguém pode andar com as pernas dos outros... E quem tem suas pernas em perfeito estado, mas prefere ficar sentado, também não vai a lugar algum...

Mas é bom saber que, mesmo que não tire proveito, disso, ele é sensato... Pessoas ainda são esquisitas, mas, como bom ser humano, eu também devo ser... E isso deve explicar porque eu sou Solitate, O Amigo Secreto!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Deixe o futuro para o tempo certo

Quero falar um pouco sobre a minha vida. E dizer o porquê de me parecer tão só. Em sumo, vou falar das minhas experiências amorosas.

Bem, tenho hoje 20 anos (ainda não me acostumei com a idéia... completei essa idade na última sexta-feira), e apesar de ter tentando muito, nunca consegui a plena felicidade. Minhas felicidades são sempre feitas em suas metades, porque nunca consegui encontrar quem a fosse completar. Mas já tive meus momentos...

Bem, não vamos falar do tal “primeiro amor”, que acredito que sempre acontece cedo demais para que possamos entender... O meu aconteceu entre os 9 e os 11 anos. Mas passou. E mesmo assim, demorei mais uns tantos anos para esquecer... Ou melhor, para entender que não era mesmo o Amor, que eu sentia... Era apenas amor! Como o de qualquer criança...

Mas as coisas mudam... Lá para 2003, descobri minha primeira paixão adolescente... Uma amiga minha que eu já conhecia havia algum tempo, mas por quem só então resolvi despertar algum interesse... Mas logo vi que era algo mais proposital que espontâneo, como eu aprendi que vem a ser o amor.

Em 2004 eu vivi o meu verdadeiro primeiro amor. E foi de uma forma bastante frustrante, por se tratar de alguém 5 anos mais velha que eu. Ela tinha lá seus problemas com relacionamentos anteriores... Mas eu sei que ela passou a me amar tanto quanto eu a ela... Mas há um problema nesse tipo de situação: as mulheres amadurecem mais rápido que os homens... Imaginem como não eram as diferenças da minha cabeça para a dela! Mas eu não me importava com isso. Sempre fui elogiado por ser um garoto precoce, ao mesmo tempo em que era antiquado. Meus modos sempre foram bastante polidos, e minha visão da vida nunca foi muito de acordo com minha idade... Meus princípios são baseados no respeito ao próximo, mesmo que não seja respeito mutuo (o que pode variar um pouco). Enfim: eu não enxergava a mesma dificuldade que ela, em que ficássemos juntos. Mas se foi assim que ela decidiu, eu tive de levar a vida adiante. Até que foi fácil decidir assim... Mas tive pena dela, quando ela mudou de idéia. Eu não costumo voltar atrás com algumas decisões...

Depois disso, em 2006, conheci uma das pessoas que mais amei na minha vida. E ela tinha tudo o que eu esperava da pessoa com quem queria passar o resto da minha vida... (No pretérito, porque mudei alguns conceitos, desde então). Ela era meiga, atenciosa, cuidadosa (principalmente com relação às outras pessoas)... Eu ainda poderia me apaixonar por ela, se achasse que daria em alguma coisa...

2007 foi o ano derradeiro... Eu me apaixonei pela pessoa errada... Ninguém sabe como que eu estava sofrendo... Toda vez que via ele do seu lado... Acho que já deu pra entender... Mas logo passou... Foi apenas modinha... De quando em quando, eu ainda lamento por ter passado... Mas é muito foda, até mesmo pensar, que posso sofrer tanto por um sentimento que deveria ser tão bonito...

2008... Bem... Esse ano foi um aglomerado de emoções... Sabem aqueles tantos adjetivos que dei à querida 2006? Ela tinha todas... E me fazia bem falar com ela! Eu gosto de ouvir os problemas das pessoas... E ela dividia tudo, comigo! Tudo mesmo! Claro que havia aqueles tais “assuntos de mulher”, que ela preferia tratar só com as amigas dela... Eu sempre fui compreensivo, embora a curiosidade falasse mais alto... Mesmo por eu saber que era o tal assunto, algumas vezes... Mas aí eu percebi aos poucos que estávamos nos afastando... E que aos poucos ela não precisava mais de mim para desabafar... E que nossas conversas eram cada vez menos freqüentes... Até que nos tornamos simples amigos, de novo... Ainda no falamos, mas quando penso no assunto, parece que ela é apenas uma velha amiga... Acho que acabaram as chances dela... (Para completar a frase: “... dela me fazer feliz... Tenho de continuar procurando...”)

Bom, nesse meio tempo eu fiquei amigo das amigas dela... E uma delas se tornou a minha “namoradinha”... Claro que era fingimento, mas eu pensei seriamente na possibilidade... Mas tinha um agravante: ela é mais velha que eu... Uns 3 ou 4 anos... Nada demais, eu acho... E na questão maturidade, eu acho que passei dela tem algum tempo... Mas a brincadeira tinha de chegar ao fim: ela achou a panela pra tampar... Claro que eu ainda provoco, algumas vezes, mas nada com a mesma profundidade...

Mas no começo desse ano, já que eu assumi uma nova posição, resolvi procurar uma nova “vítima” para essa brincadeira... E até que a brincadeira pode ter dado frutos, porque se trata de uma pessoa bastante agressiva, que não tem medo de bater nos homens mais fortes... Além das respostas “ríspidas” que ela tem na ponta da língua... Mas eu sempre a desarmo! É infalível: ela pronta para me dar aquele tapa, ou aquela cortada, e um simples olhar meu é o suficiente pra que ela comece a corar e perca totalmente o rumo... Mas ela resiste... E eu acho que ela está certa... Talvez uma separação iminente seja uma boa razão para que ela não queira arriscar... E, embora a separação dependa somente de nós, pois sempre podemos correr atrás um do outro... Para ser direto, eu acho que ela não tem o que eu preciso...

Para terminar, um antigo amor é como a fênix: sempre que morre, volta das cinzas, sendo que somente deixa de renascer quando é morto por um instrumento amaldiçoado. Eu ainda não tenho a certeza, mas acho que estou prestes a trazer um desses antigos amores das cinzas... E não tenho anátema que possa me ajudar com ele... Mas isso ainda é especulação.

Por todas essas coisas é que assumi a identidade de Solitate: o princípio da solidão.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Novo nisso.

Acho que deveria me apresentar nesse primeiro post. Não sou leigo, se o assunto é blog, pois já li muitos, mas este é o meu primeiro.

A lógica dos primeiros posts é que se escreva uma apresentação do blogueiro ou do blog... Não sei se serei bom nisso, mas vou tentar:

Sou poeta, solitário, expressivo... Mas não vou dizer mais sobre mim do que o necessário. Como vocês devem ter notado, eu sou um Anônimo, portanto ninguém saberá sobre mim mais do que eu queira contar.

Entretanto, algo que eu ouço muito é que me pareço com as pessoas. Creio que é o bastante para esconder minha identidade verdadeira, pois tenho qualidades de tantas pessoas diferentes, que posso me passar por qualquer uma delas, ou por todas elas ao mesmo tempo.

Vi em muitos blogs, personagens criados para dizer histórias reais sem revelar pessoas. Eu talvez faça isso, se tiver a certeza de que tais crônicas não serão lidas por essas pessoas cujas identidades protegerei.

Com isso encerro essa primeira etapa.